SÃO PAULO - Às vésperas da temporada de compras de final de ano, o comércio parece ter “descoberto” o iPhone como uma potencial arma para aumentar as vendas.
A Amazon.com anunciou nesta quinta-feira (04/12) uma versão do seu site de compras online para o telefone da Apple. Pelo aplicativo, é possível buscar produtos, consultar preços e finalizar a compra.
Mas a gigante do e-commerce não é a única que aproveitou a data “oportuna” para estrear no iPhone. Duas outras lojas conhecidas dos Estados Unidos – GAP e Target – lançaram recentemente aplicativos com temas natalinos para impulsionar suas vendas.
O aplicativo da GAP permite experimentar diferentes looks em modelos virtuais e “favoritar” as peças e acessórios escolhidos. Embora não seja possível finalizar a compra online, o aparelho indica a loja mais próxima do local em que a consulta foi feita.
O programa da Target dá um passo adiante na interação. Ele sugere presentes de Natal com base em critérios como idade e sexo do potencial presenteado. Se você se interessar por um das opções, basta clicar na foto e finalizar o pedido – neste caso, você é redirecionado para o navegador Safari.
Brasil é pioneiro
Mas não foram apenas as lojas norte-americanas que embarcaram no iPhone. No mês de novembro, o comparador de preços BuscaPé estreou sua versão para o portátil. Além de buscar produtos e comparar preços, é possível ligar diretamente para os fornecedores para tirar dúvidas, a partir de um botão disponível para algumas lojas.
Nesta semana, a Livraria Cultura também aderiu à moda e lançou seu aplicativo para o telefone da Apple. Como o software da Amazon, o aplicativo permite pesquisar produtos e finalizar a compra, em um ambiente protegido por criptografia.
Segundo Mauro Widman, desenvolvedor do aplicativo, optar pelo software em relação à simples adaptação do site ao aparelho – como muitos bancos e outras empresas fazem – traz vantagens como praticidade no uso e segurança.
“Toda a interatividade já está aparelho. Só é preciso baixar os dados específicos da pesquisa. Isso torna a navegação mais rápida, especialmente para quem não está conectado a uma rede Wi-Fi ou 3G”, explica o desenvolvedor.
Além disso, o aplicativo permite criptografar todos os dados na hora de fechar a transação, reforçando a segurança do processo. “A desvantagem é que cada mudança no software exige que o aplicativo seja baixado novamente”, reconhece Widman.
Segundo o desenvolvedor, os aplicativos de comércio eletrônico para o iPhone são ideais para as chamadas compras por impulso. “Se um amigo comenta sobre um livro durante um almoço no restaurante, você pode pesquisar o preço e fazer a compra na hora”, ele exemplifica.
Fica o recado para os peixes grandes do comércio eletrônico brasileiro, como Americanas.com, Submarino e Mercado Livre.