SAN JOSE - Dois engenheiros da China acusados de espionar economicamente os EUA estão sendo julgados nesta sexta-feira (21/11).
O caso chama a atenção para certas tecnologias que podem representar uma ameaça às nações.
Fei Ye, um cidadão norte-americano, e Ming Zhong, um residente nos EUA, admitiram em 2006 que furtaram designs de chips de seus funcionários do Silicon Valley e tentaram contrabandear as informações para a China, com o objetivo de criar uma start-up no país com o apoio do governo.
Cada um dos engenheeiros pode ser condenado a até 30 anos de prisão.
Suas confissões foram a primeira prova relacionada ao mais sério crime do Ato de Espionagem Econômica de 1996.
Diferentemente dos furtos de dados que costumam acontecer na indústria, a espionagem econômica acontece quando uma pessoa age contra a lei para favorecer um outro país.
Poucos processos puderam ser julgados adequadamente, principalmente porque é difícil provar que alguém tinha a intenção de favorecer um governo estrangeiro.
De acordo com promotores, as evidências costumam ser anuladas na maioria das vezes por causa da falta de cooperação de outros países nas investigações.
Há sete anos, Ye e Zhong foram detidos no aeroporto internacional de São Francisco, quando embarcavam em um vôo para a China, levando em suas bagagens documentos com designs de chips roubados das quatro empresas para as quais haviam trabalhado.
As vítimas do crime foram a NEC Electronics, a Sun Microsystems, a Transmeta e a Trident Microsystems.